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Dentro de PME e grandes empresas também nascem start-ups

Fernando Amaral considera que o INTRAEMPREENDEDORISMO é fundamental em qualquer organização, independentemente da sua dimensão, e deve ser criada uma cultura interna de proatividade e inovação.
Dentro de PME e grandes empresas também nascem start-ups

Por Fernando Amaral, Chairman Sendys Group*

 

Start-up é, há vários anos, um estrangeirismo omnipresente no mundo dos negócios. Uma palavra que trouxe consigo um vasto léxico, até então, pouco utilizado por cada um de nós. De um dia para o outro, incubadora, venture capitalbusiness angel, investidor, empreendedorismo, acceleration programs, entre outros neologismos, entraram no vocabulário corrente.

Na verdade, mais do que uma palavra, foi um novo conceito que se afirmou. Passámos a dar relevância estratégica a empresas ou negócios em fase de arranque e com grande potencial, carácter inovador e, esmagadoramente, ligados à tecnologia.

O nosso imaginário hollywoodesco transporta-nos, de imediato, para uma garagem ou universidade onde jovens inexperientes e sem dinheiro têm em mãos a ‘next big thing’. Mas, será que todas as start-ups são lideradas por jovens imberbes e nascem neste cenário? Será que todas as start-ups têm o seu business angel e são negócios micro? Será que todas as start-ups têm a sua incubadora ou estão no mais trendy espaço de cowork da cidade? A resposta é, naturalmente, não.

E é pena que este imaginário pop não deixe espaço de debate para o que considero fundamental em qualquer organização, independentemente da sua dimensão: o intraempreendedorismo. Criar uma cultura interna de proatividade, inovação e assunção de risco, premiando os colaboradores por essas iniciativas.

Empresas de média e grande dimensão são, na minha visão, o ecossistema ideal para start-ups promissoras. Os condimentos para o sucesso, esses, para mim, são fáceis de identificar: nascer de um sonho com uma visão global, apresentar uma solução inovadora para um problema real, ser escalável e atingir grandes mercados com uma estrutura lean e flexível.

Estas premissas, que decorrem de experiência acumulada, aliadas à cultura de intraempreendedorismo, já levaram, no Sendys Group, à criação de start-ups, uma das quais com produtos implementados em quase 90 países dos cinco continentes, envolvendo um gigante global do printing japonês. Mas existem outros exemplos que tomaram dimensões globais, como o Gmail da Google ou a Playstation da Sony, apenas para falar de dois dos mais conhecidos.

É assim tempo de afirmar a jovens (de todas as idades!) empreendedores e inovadores de alto potencial que a sua ideia pode ser “acelerada” na empresa onde trabalham. A estrutura, recursos e know-how especializado estão disponíveis, mas o risco financeiro, inerente à criação de uma start-up por sua conta e risco, desaparece.

No fundo, o imaginário de qualquer empreendedor, de ter uma ideia de negócio inovadora, arranjar financiador e transformá-la num produto ou serviço global de sucesso pode acontecer a partir da sua secretária, na empresa onde trabalha.

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*Com mais de 20 anos de experiência em software de gestão, Fernando Amaral, 47 anos, é managing parter da Sendys desde 2010, tendo liderado a aquisição da Unidade Sendys, o 1.º ERP português, à Capgemini Portugal. Em 2011 adquiriu 100% da Alidata e é líder de mercado em Portugal nas áreas de produção, manutenção e gestão de oficinas, com práticas de outsourcing de sistemas e tecnologia, bem como consultoria e implementação de ERP próprio – ERP Alidata.

Em 2015 criou a start-up LABSEAL para investir no desenvolvimento de soluções inovadoras na área mobile. Tornou-se sócio maioritário da Masterstrategy e adquiriu a Marca Criativa, uma agência de marketing e publicidade, numa estratégia de alargamento das áreas de atuação e crescimento conjunto.  Já em 2016, criou o Grupo Sendys. Nos últimos anos tem feito inúmeros investimentos na internacionalização das suas empresas. Atualmente, conta com empresas em Luanda, Maputo, Praia e São Paulo. Tem projetos em mais de 20 países, desde PALOP, EMEA, Emirados Árabes Unidos, América Latina, Estados Unidos da América, entre outros.

Fernando Amaral possui experiência em consultoria, com especial destaque para os setores financeiro, administração pública, indústria transformadora, distribuição, serviços e construção. Trabalhou na Capgemini Portugal, entre 1996 e 2010, onde liderou diversos projetos, incluindo em Angola e Moçambique, designadamente no setor financeiro.Também participou no Internacional Work Council na Finlândia, Noruega, Suécia, Holanda, França, Inglaterra, Espanha e Alemanha.

Da sua formação académica consta uma pós-graduação em Management Tools for Consultants, pela Universidade Católica, frequentou o curso Direito na Universidade Internacional, o de Technology Services – Push Sales, na Capgemini Ernst & Young University, e, recentemente, o PADE, Programa de Alta Direção de Empresas, na AESE. Apaixonado por fotografia, viagens e leitura, Fernando Amaral acredita que a missão das suas empresas é servir pessoas e mudar negócios.

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